|
A influência do Vale do Bekaa na história da vitivinicultural
O Líbano, um país com
10.452km2 de área, com uma população de 4 milhões
de habitantes e localizado na região considerada o Berço
da Humanidade, faz fronteira com o Mar Mediterrâneo, a Síria
e Israel.
Uma região do país, o Vale
do Bekaa, planície fértil, chamada na Antigüidade
de "celeiro do Império Romano", conseguiu vencer
todas as adversidades e continuar a produzir excelentes vinhos,
mesmo durante a guerra civil (1975 a 1990).
Este vale é uma das mais antigas regiões
vinícolas do mundo e no início da civilização
foi considerada referência mundial do vinho. O Templo de Baco,
o deus do vinho, na cidade de Baalbeck e construído no século
II da era cristã, se localiza neste vale, área mediterrânea
do Canaan e da antiga Fenícia.
Durante muito tempo o Vale do Bekaa, de solo
pedregoso com base calcária situado a 1.000 metros de altitude,
que se estende por 120 quilômetros ao longo das montanhas,
e que concentra quase metade das terras cultiváveis do Líbano,
foi terra de bandidos e contrabandistas.
Atualmente estão plantadas ali quase
todas as vinhas libanesas, que produzem anualmente algo em torno
cerca de 4 milhões de litros de vinho e exportam 180 mil
litros. Este vale, quase gelado e livre de enfermidades, tem longos
verões amenos, com invernos chuvosos e uma precipitação
anual de 500 mm e temperaturas medias de 25ªC.
Escavações no Líbano
indicam a presença das uvas, já na Idade da Pedra,
cerca de 8000a.C, embora este dado se refira às uvas selvagens
e não ao seu cultivo. A época em que o homem passou
de nômade a sedentário, e por isso adquiriu o hábito
de plantar, coincide com a data das sementes de uva (classificadas
pela marcação de carbono) encontradas, que são
definidas como sendo de plantio, porque estas diferem das selvagem,
que não possuem os elementos necessários, (como a
capacidade de armazenar açúcar na proporção
de 1/3 do seu volume) para a confecção do vinho.
|